Como prometido agora termino de falar dos filmes do morcegoso.
Joel Shumacher: Trajes com Mamilos
Se Tim Burton teve a capacidade de transformar o filme do Batman em um filme de Tim Burton, Joel Shumacher conseguiu transformar “Batman Eternamente” e “Batman e Robin” numa visão do Batman de…um muleque de 12 anos!!!
Mais uma vez a Warner investe no elenco. O escolhido para o papel do Batman na versão eterna é agora Val Kilmer e os vilões são Jim Carrey (Charada) e Tommy Lee Jones (Duas Caras). Ainda contamos com Nicole Kidman como par romântico e Drew Barrymore com um papelzinho mixuruca como acompanhante do Duas Caras. E para agradar “Las Chickas” temos Chris O’Donel como Robin.
O filme perde o jeitão Dark e ganha mais cores, muito mais cores!!! Realmente ele fica mais atrativo para os mais novoss (eu adorei. Na época, tinha só 9 anos). Uma das coisas que revela essa opção é a contratação de Jim Carrey, em alta na época por causa de filmes como “Ace Ventura” e “O Máscara”, exarcebando o lado cômico do filme. Ele está mais para bobo da corte do que para charada. A ação do filme supera “Batman: O Retorno” e é recebida positivamente. Com certeza foi uma boa adaptações de um estilo de quadrinhos mais jovial, imagino até que ele tenha captado melhor a essência dos quadrinhos e seu clima. Agora, todo o resto do filme é ruim. Val Kilmer não convence nem de máscara e os vilões ficaram com cara de bobalhões. Curiosidade: Tim Burton não dirigiu, mas produziu.
Na continuação, “Batman e Robin”, Geroge Cloney largo o jaleco e veste a capa! Novos atores famosões: Uma Thurman e…Arnold Schwarzenegger? De acordo com o diretor sapateiro, o Senhor Freeze tinha que ser grande como uma geleira! Qualé!! O cara tinha que ser um zé magrelo e com cara de cientista maligno que usa uma armadura doidona e que gosta de congelar pessoas e não ter a cara do Exterminador do Futuro. Pior do que isso, o problema de ser um com a qual a audiência já tem uma releção de mocinho é isso interferir no personagem. O filme consegue achar uma justificativa para os seus atos, não da mesma forma que Burton, mas do tipo: “Oh, ele não queria isso, foi obrigado.Pelo amor!” Nem Alicia Siverstone de Batgirl salvou o filme. Esse é o único que não acertou em nada, em nada mesmo. Como assim uniformes com Mamilos? Tudo no filme parece um circo ou um musical da Brodway.
O Batman já ficava meio para trás antes, como disse, se apoiando em ser um ícone pronto. Mas Joel conseguiu inclusive fazer com que até o Robin tivesse papel mais importante na trama. O filme não agradou a ninguém…acho! ( Eu admito que quando estava com 11 anos achei o máximo)
Christopher Nolan: Uma nova esperança
O filme de Nolan chega para dar um novo vigor e uma nova cara para o herói. Sinceramente, o equilíbrio que o cara encontra é incrível. É claro que o filme ainda se apoia em alguns nomes famosos, como Michael Caine, Gary Oldman, Liam Neeson e Morgan Freeman, mas com um diferencial: seguindo o modelo dos dois primeiros filmes de Burton ele se apoia na capacidade de atuar desses caras, mais do que na sua popularidade.
O filme acerta em muitos pontos, mas vou destacar os que mais me chamam a atenção: a origem do personagem é contada de forma rica com diversos detalhes sem se importar com o tempo que irá tomar do filme. Os filmes de heróis sempre pecam por apressar ao contara a origem dos personagens e isso deixa tudo meio insonso. Dessa vez ele não se apoiou no ícone mas ele quis recriá-lo. +10 pontos para o Nolan.
Equilíbrio entre ação ( o que todos queremos ver em filmes de herói) e história. Todos tem seu lugar e a história convence. Os vilões não tomam lugar do Morcegão, mas tem participação equilibrada e se encaixam na trama.
Christian Bale é o melhor Bruce Wayne que já passou pelas telas. E quando se veste da Batman ele provoca medo!! O foco do filme! O clima noturno volta só que mais equilibrado dessa vez.
Onde Batman Begins erra? Bem, eu não sei, mas talvez na sequência Nolan erre por ter sido tão aclamado pelo primeiro. E é isso.
Concorda? Discorda? Obrigado por ler meus posts galera!