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Escrever é para quem pode

Posted in cogito ergo com as tags , , on Dezembro 8, 2008 by igormendes

Sim, escrever é para quem pode. E eu posso? Às vezes fico na dúvida, mas semana passada terminei minha mongrafia e parece que agora, depois de passar pelo ritual sagrado onde me consagrarão, me tornarei adulto de verdade e o mais incrível, cientista social.
E o que fiz para merecer isso? Escrevi e escrevi muito, mais do que imaginava ser capaz escrever, provei escrevendo que sabia do que estava falando o professor ou o texto indicado. Provei que sabia ler, entender, interpretar e reproduzir, principalmente reproduzir.

Não é que eu não mereça, mas depois disso tudo o que resta? Não acho que tenha produzido nada de efetivo nesses 4 anos, pois escrever, de verdade é para quem pode. Eu posso, mas e daí? Não é depressão, é realidade.

Mas como dizia meu amigo Raul: Foi tão fácil conseguir, agora eu me pergunto “e daí?”. Eu tenho uma porção de coisas novas para conquistar eu não posso ficar aí parado.

Obrigado a todos que me lêem pois provam que eu posso sim escrever. A qualidade? Ah, aí eu não sei.

raul, o seixas

raul, o seixas

Cogito ergo scribo res bardus I

Posted in cogito ergo on Novembro 2, 2008 by igormendes

De certa forma as incongruências dos pensamentos pós-mediunicos tem a ver com envergadura da preposição moral com a qual estabelecemos relações subconscientes. Ora, se Édipo foi rei, porque não concluir essas inquietações subconscientes de forma nostálgica sem ao menos olhar a retaguarda? Ou quem sabe não observar a eminencia de certas coisas que se encontram há dois ou três quarteirões de si.

Querer, definitivamente não é poder. Essa questão já foi provada empiricamente incontáveis vezes e de diversas formas. Mas concluir os devaneios e tentar transportar tais conclusões para o “Mundo Real”, de fora da caverna platônica, pode resultar em incontaveis segundos de espera. A espera de uma resposta há uma questão simples, com poder de sintase dual.

Ora, não obter respostas para dadas questões, exteriorizadas em momentos de deslocamento do ego ou não, não necessariamente conrespondem à negação. Não que seja uma questão de “quem cala consente”, mas talvez se trate de uma questão de demasiada dúvida, incontáveis possibilidades incertas e uma única certa com desfeixo inexoráve,l é o silêncio. O silêncio que entre amigos é sinal de distância, entre amantes pode ser mal sinal, entre pais e filhos é é normal quando se é adolescente e sinal de  rancor quando se é adulto, mas quando se espera uma resposta, de alguém ou do mundo, é desconforto.

Mas talvez tenha sido melhor sair do que ficar aprisionado a correntes coercitivas. Talvez a sensação de ver o sol vale mais a pena do que viver de sombras, mesmo que não se encontre o almejado corpo que reproduziu aquela forma tão atraente. A sombra de um futuro, de uma possibilidade. Um vislumbre rápido.

sombras

sombras