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Meu pesadelo pessoal próprio

Posted in Outros com as tags , , , on Outubro 8, 2008 by igormendes
o real

o real


Ahhh ser uma pessoa que gosta de tecnologia de ponta e jogos eletrônicos (Nerd) é às vezes complicado. Sabe, eu costumava planejar meu final do ano com um maravilhoso console de nova geração, até que na semana passada o pesadelo começou a tomar forma e agora (até ontem a noite) o dólar estava a 2,30 e as vendas de PS3 baratos no mercado livre foram paralisadas….ai ai……….que vida não? Mas como já dizia Karl Marx:

“Acontece.”

Marx num momento feliz.

Marx num momento feliz.

O Gordinho de Itu!

Posted in Outros, Vídeos com as tags , , , , on Setembro 21, 2008 by igormendes

Ahhh, internet….a revolução mediatica….Se não fosse por ela teríamos apenas que nos contentar com o candidato Papai Noel (sim, inclusive há dois deles aqui em BH.Isso deve confundir a cabeça das criancinhas que votam) e vovô do rock.
Não pretendo discutir aqui o fato que candidatos desse tipo por vezes são eleitos, só gostaria de explorar a miséria humana relacionada a esses caras que acham que pode ser legal ser eleito para vereador e não entendem nada de compromisso, responsabilidade, seriedade e principalmente política. O ditado se comprova todos os anos de eleição: cada povo tem o governo que merece (quando se trata de democracia,claro). Só não admito pessoas que se acham politizadas comparando esses Papais Noéis, Gordinhos, Gretchen e Frank Aguiar com o Presidente Lula. Por favor, vá ler jornal e estudar história do Brasil. Tá achando ruim? Vai embora,ninguém pediu para você ficar.

A questão aqui se trata de vergonha alheia e se divertir com o ridículo, só isso.

Só tenho um comentário a respeito do vídeo a seguir: tinha que ser GORDO de Itu! (é um link,pq não embebei o vídeo)

MP # – A banalização do MP3

Posted in Outros com as tags , , , on Setembro 17, 2008 by igormendes
Por Branco

branco

branco

MP5000 – Celular, Radio FM, Touchscreen, Câmera, Filmadora, Polystation, Aquaplay, Submetralhadora, Projetor Holográfico, Torradeira, Arma de Choque, Spray de Pimenta, Ferro de passar e Barometro.

É brincadeira, cada uma que aparece, você entra no ML e vê uma enxurrada de produtos da marca VAIC, SQNY e NOKLA e o mais interessante é observar a criatividade que cada uma dessas empresas possui, porque cada vez, mais inovações aparecem nos portáteis oferecidos.
Tudo começou com o IPOD(®). Depois do sucesso todo mundo corre pra cá, pra lá, chinezonga gritando pro outro lado, constroi acolá, poupa peça aqui, clona pra cá. E eis que surge o grande mp3 Player que na época tocava MP3 e de quebra tinha um radim pra ouvir a itatiaia no balaio. Depois veio o mp4 player que tocava video (mp4) e já tinha umas opções fuleiras a mais que ninguem usa e sempre variando de 2 a 3 botões que são “super” intuitiveis.
Depois disso começa o samba do quanto maior o numero melhor, lançam o grande MP5 pra cagar com os formatos padronizados e jogar na boca popular os famosos termos avacalhados.

A seguir, um breve segmento para ambientar todos da realidade atual

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MP1 (MPEG-1 Audio Layer I)

Formato de áudio e vídeo de baixa taxa de compactação e baixa qualidade de som e vídeo. Seu projeto e criação se inicia em 1988.

MP2 (MPEG-1 Audio Layer II)

Assim como o MP1, apresenta baixa taxa de compactação e também baixa qualidade de áudio. O formato MP2 foi criado em 1992 e foi projetado inicialmente para atender às demandas das transmissões de áudio e TV. Devido à baixa qualidade desses arquivos, tanto o MP1 quando o MP2 são praticamente desconhecidos do público geral.

MP3 (MPEG-1 Layer-3)

Ao contrário das versões anteriores, este tipo de arquivo foi o primeiro a conseguir conciliar boas taxas de compressão com boa qualidade de áudio. Essa capacidade gerou uma fama tão grande do formato que a partir daí os aparelhos de execução de áudio digital (mesmo aqueles que reproduzissem também formatos diferentes como .wav e .wma) passaram a ser chamados de MP3 Players. Essa fama colocou o formato no ranking dos mais usuais, sendo o principal meio, ainda hoje, de compactação de música – basta pensar em todos os cds que você já baixou na internet… Em qual extensão estavam os arquivos? Pois é…

MP4 (MPEG-4 Layer-14)

O MP4 é um formato que surge no rastro do sucesso obtido pelo formato anterior (mp3). No entanto, este não é mais um simples formato de áudio como os anteriores, mas um formato de vídeo que possui áudio em MP4. Aqui a coisa começa há ficar um pouco confusa, já que, ao contrário do que acontece com o MP3, os aparelhos chamados de MP4, com poucas exceções como o iPod, não apresentam a função de player de MP4. Estes aparelhos são apenas um reprodutor de MP3 com capacidade de reprodução de vídeo, ainda que de outras extensões, normalmente de qualidade de compactação inferior, como o AMV.

MP5

Se você se surpreendeu com a quebra de continuidade dada pelo nome MP4, ainda vai se surpreender mais a partir de agora. Isso mesmo, seguindo os passos do MP4, a confusão continua, uma vez que o nome MP5 nem mesmo pode ser aplicado a uma extensão de arquivo, sendo somente uma denominação do tipo de player. Esse nome, assim como os outros que seguem são apenas uma forma de mostrar a quantidade de dispositivos “extras” que um player possui, não sendo uma estratégia normalmente seguida pelas empresas mais sérias do ramo. Vamos ver o que este tocador faz então: o que muda substancialmente de um aparelho MP4 para outro MP5 é apenas a adição da câmera, embora as versões mais modernas também agreguem ao eletrônico outros dispositivos como webcam, câmera filmadora ou até mesmo exportação de vídeo para TV e emuladores para vídeo-game 8 bits.

MP6

Assim como foi dito no exemplo anterior, um MP6 é apenas um Player MP4 multifuncional, não existindo uma extensão MP6. É importante deixar isso claro, já que isto não será mencionado nas próximas explicações e vale tanto para o MP5 e MP6 quanto para os outros que os seguem (MP7, MP8 e MP9). O diferencial do MP6 é que este player apresenta também funções como suporte a Bluetooth, Java e GPRS, procurando imitar a funcionalidade de um celular, como por exemplo, o iPhone (na maioria dos casos mais populares).

MP7

Chegamos finalmente à hora em que resta pouco a ser dito. Sinteticamente, então, o MP7 não é nada mais que um MP6 com função de TV. Ponto final…

MP8 e MP9 confusão total

O MP8 e MP9 são o ápice do caos. Infelizmente é muito difícil resumir ou explicar as funções destes aparelhos, já que cada fabricante opta por características que nem sempre coincidem entre si. Um exemplo é o tipo de sistema operacional que varia muito de uma versão para a outra, tela Touch Screen, ou a opção de suporte a TV digital, que pode ou não estar presente. Neste caso, só valem três pequenas regras: não existe arquivo MP8 ou MP9; todos tocam MP3 e vídeo; para conhecer a configuração completa de um aparelho específico o consumidor tem que procurar informações detalhadas junto ao fabricante dos players como: FOSTON, VISION, STRIKE…

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Terminado o preâmbulo, vamos ao ápice da evolução. Me deparei com essa incrível opção por um preço bem “popular”, mas aí vem a criatividade excessiva gerada pelo desespero capitalista da china comunista.

- CELULAR GSM (Até ai vai, nada muito excêntrico)

- MP8 – MP9 – MP10 (Começou o grande termo MP10, UAU)

- DUAL SIM (Dois cartões, huuum, interessante, vamos deixar esse passar sem zuar)

- TV - FM (Agora vc só não escuta a itatiaia como também pode ver o debate futebolistico na hora do almoço, incrível!!!!)

- Só R$ 600,00 (Menos que um AIFONE)

- COM 2 CÂMERAS (Pe pe pera ai, sera que li certo? Duas cameras? Ahh ta deve ser fotografar alguem posando para a foto e a pessoa que está tirando a foto ao mesmo tempo pra registrar todas as emoções do momento. INCRÍVEL!!!! Pelo menos 2 é melhor que 1, como na numeração (10 é melhor que 9))

- ÚNICO MP10!!!! (Por pouco tempo meu caro)

- DUPLA FACE (Igual papel higienico já, vc pode limpar com os dois lados, embolar e jogar fora. Que diabos vou querer com duas telas caramba. Ja pensou? Ahhh seu telefone não tá nessa tela, ta na outra. Se bem que a foto que tirei foi com a camera 2 e está na tela 1. De novo acho que aplica a regra do quanto mais melhor)

Abaixo a figura do monstrinho (Detalhe da primeira foto, de onde será que ele vem):

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O mais divertido é que nem o vendedor sabe o pra que serve tantos “quanto mais melhor”:

15/09/2008 19:21 Boa noite…qual a finalidade de 2 cameras????ele é 3G???? DADP20…(3)3 e 9
16/09/2008 01:24 Olá… Desculpa mas náo sei informar… Náo tenho informaçáo se é 3G… Compre comigo… Abraço… ffos.

Quem duvidar da existência dessa joia rara pode encontrar no site e ainda comprar:
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-79973691-_JM

Abraço a todos

Posteres Motivacionais

Posted in Outros com as tags , on Agosto 27, 2008 by igormendes

Eu gosto muito dessas fotos com frases interessantes em baixo. Hoje posta essa aí.

assalto-a-mao-armada

assalto-a-mao-armada

Batman Animated + Star Wars

Posted in Outros com as tags , , , on Agosto 25, 2008 by igormendes

Mexendo por aí na internet achei isso aqui, o que me fez pensar que talvez uma série animada de Star Wars no estilo Animated seria bem mais legal do que no estilo Tartacovsky (Dexter, Samurai Jack).

Darth bat

Darth bat

Jason, agora sem luvas

Posted in Outros com as tags , , on Julho 28, 2008 by igormendes
jason malzão

jason malzão

Essas notícias de site tipo yahoo! são horriveis, má redigidas e retardadas. Lá no yahoo! hoje tinha um link para uma notícia, “Conheça o novo Jason de Sexta-Feira 13″. Cliquei lá e tinha uma foto do Jason, normalzona. Lá embaixo tava escrito assim:

“As fotos revelam um Jason um pouco diferente. A máscara e o aspecto pouco humano continuam lá, mas as mãos do assassino são reveladas – diferente do que acontece no outros filmes, em que quase nenhuma parte de seu corpo é revelada .”

PQP!!! Os caras olharam pro Jason, olharam de novo, olharam mais uma vez e aí um gritou: olha lá, ele tá sem luvas!!!!

QUE DIFERENÇA!!

Bourdieu, o campo erudito e a semana de 1922

Posted in Outros com as tags , , , , on Junho 26, 2008 by igormendes

O Campo da Arte e da Produção Erudita

 

            Segundo Pierre Bourdieu um campo se constitui quando ele ganha autonomia em relação a outros campos, ditando suas próprias regras e padrões. O campo artístico definiu-se em oposição ao campo econômico, ao religioso e ao político. O artista ganha autonomia ao se libertar de seus patronos burgueses, a Igreja e as cortes.

            Tal fato ocorreu  por volta do século XV, com a invenção da imprensa, que aumenta o alcance da obra, principalmente o da literatura. A função artística antes associada à religião (a maioria das obras das pinturas na época ainda eram ligadas a religião) e ao poder político ou econômico. Artistas que antes produziam obras que tinham de ter uma função estética exigida pelo patrono ganharam autonomia para produzir arte enquanto tal. Bourdieu comenta sobre esse fenômeno:

 

Embora a vida intelectual e artística estivesse sob a tutela, durante toda a Idade Média, em grande parte do Renascimento e, na França, com a vida na corte, durante todo o período clássico, instâncias de legitimidade externas, libertou-se progressivamente, tanto  econômica como socialmente, do comando da aristocracia e da Igreja, bem como de suas demandas estéticas.[1]

 

Ainda afirma:

Destarte, o processo de autonomização da produção intelectual e artística é correlato à constituição de uma categoria socialmente distinta de artistas ou de intelectuais profissionais, cada vez mais inclinados a levar em conta exclusivamente as regras firmadas pela tradição propriamente intelectual ou artística herdada de seus predecessores, e que lhes fornece um ponto de partida ou um ponto de ruptura, e cada vez mais propensos a liberar sua produção e seus produtos de toda e qualquer dependência social (…).[2]

 

Cabe ressaltar que esse momento se dá através de uma nova relação do artista com o não-artista e com outros artistas. Essas novas relações, estão associadas a industria cultural e a produção erudita respectivamente. Isso não quer dizer que uma obra de cunho erudito não possa atingir não-artistas, mas que primeiramente ela é formulada com vistas aos pares.

A relativa independência dos artistas aumentou cada vez mais a parti da revolução industrial. A produção cultural em massa conseguiu difundir ainda mais os “produtos” artísticos o que teve dois resultados distintos. Um deles é a constituição de uma economia de bens simbólicos no mercado, com produção artística em grande escala sendo vinculada em folhetins, revistas e outros meios. O outro foi a constituição de um grupo de indivíduos que estabelecem a regra do campo, se constituindo não em artistas ordinários, mas representantes e juízes de uma tradição artística. Ou seja, instaura-se “uma dissociação entre a arte como simples mercadoria e a arte como pura significação, cisão produzida por uma intenção meramente simbólica e destinada à apropriação simbólica”[3].

A respeito da constituição deste campo artístico erudito, gostaria de abordar um fato histórico nacional, a Semana da Arte Moderna, de 1922, pois constitui um cisma entre um padrão artístico que vigorava desde o final do século XIX e um novo padrão que reivindicava liberdade e reconhecimento no campo. É um caso que ilustra muito bem “a estrutura e o funcionamento da produção erudita”.

 

A Semana da Arte de 1922

(…) o campo da produção erudita tende a produzir ele mesmo suas normas de produção e os critérios de avaliação de seus produtos, e obedece à lei fundamental da concorrência pelo reconhecimento propriamente cultural concedido pelo grupo de pares que são, ao mesmo tempo, clientes privilegiados e concorrentes”

 

A semana da Arte Moderna aconteceu na cidade de São Paulo de 11 a 18 de fevereiro de 1922. A exposição apresentava uma série artes plásticas, palestras sobre a modernidade, declamação de poesias e apresentações musicais. Os artistas participantes foram Mário de Andrade e Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, entre outros.  

Os artistas que idealizaram a semana propunham um rompimento com a estética vigente e por isso trouxe desconforto para or artistas consagrados da época. Na Europa o processo de mudança de padrão estético já vinha acontecendo e o que esses artistas fizeram foi fazer promoção desses novos padrões. As principais influências foram do cubismo, expressionismo e futurismo. A exposição teve grande imapacto na época, no entanto impacto negativo.

 

Isso ocorreu porque, segundo Bourdieu, as obras produzidas no campo erudito são, geralmente, intaligíveis para o público não-artista. Com isso os crtiticos, dotados de um reconhecimento, leêm as obras e indicam o que é bom e o que é ruim para o público. Acontece que há uma relação entre esses críticos e os artistas. Dessa maneira constitui-se uma arena fechada para a consagração, na qual só participa da disputa os que são legitimados por esses “juízes” que tem de forma subjetiva os critérios de classificação.

Um dos momentos onde fica mais clara a tentativa dos modernistas de entrar no campo, estabelecendo uma nova elite artistica, foi o poema “Sapos” de Manuel Bandeira, crítica ao Parnasianismo, que abriu a exposição e foi seriamente criticado.

A poesia parnasiana caracteriza-se pela sacralidade da forma, pelo respeito às regras de versificação, pelo preciosismo rítmico e vocabular, pela rima rica e pela preferência por estruturas fixas, como os sonetos. O emprego da linguagem figurada é reduzido, com a valorização do exotismo e da mitologia. Os temas preferidos são os fatos históricos, objetos e paisagens. Era a verdade arte pela arte, porque, segundo seus autores a poesia deve existir por si só, não dependendo de sentimentos. Entre seus adeptos havia Olavo Bilac. A seguir poesia de Olavo Bilac a respeito da língua portuguesa, Última Flor do Lácio:

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…

Amote assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

 

          O Parnasianismo se constitui um bom exemplo a respeito do  campo erudito pela rigidez exigida pelos autores a respeito da métrica e dos temas tratados. E para criticar tal rigidez, o poema de Manuel Bandeira:

Os Sapos

Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- “Meu pai foi à guerra!”
- “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”.

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: – “Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas…”

Urra o sapo-boi:
- “Meu pai foi rei!”- “Foi!”
- “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”.

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

 

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo”.

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- “Sei!” – “Não sabe!” – “Sabe!”.

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio…

           

O poema todo é uma afronta ao quebrar todo o padrão proposto pelos parnasianos e ainda ao criticá-los abertamente. Os artistas da Semana da Arte Moderna conseguiram o reconhecimento só com o tempo, tendo a exposição grande importância histórica em questões de contestação, de reclame de identidade cultural nacional e outros aspectos.

            Mais importante para o nosso estudo de cultura, a Semana de 22, mostrou que artistas disputam um campo no qual se briga constantemente pela sua arbitragem. Quem permanece no campo é quem dita as regras para que se faça parte dele, mas um rompimento através da constituição de uma consciência coletiva também é possível. Foi por causa desses artistas que procuravam quebrar a vanguarda que tivemos nomes como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto, Tarsila do Amaral e outros artistas hoje consagrados, que possivelmente não teriam valor nenhum caso permanecessem os valores do século XIX no campo.




[1] Bourdieu, Pierre. O mercado de bens simbólicos. In: Sergio Micelli (org.), Ed. Perspectiva, São Paulo, 2004, cap. 3 p. 100

[2] Idem, p.101

[3] Ibidem, p. 103

HULK ESMAGA!!!

Posted in Outros, cinema com as tags , , , on Junho 5, 2008 by igormendes

Hulk é um personagem estranho, mas legal. Estranho porque é um cara que sofre radiações de uma Bomba Gama (?) e vira um gigante musculoso, burro e verde (depois de um tempo). Legal porque ele é quebradera geral, só destruindo tudo.

Esse mês é um mês especial para o Hulk aqui nas terras tupiniquins porque dia 13 estréia o novo filme ( Com Eward Norton e Liv Teyler) e esse mês também estréia pela Panini a nova saga da Marvel Comics: Hulk Contra o Mundo. Não tenho dúvidas que os editores brasileiros manipularam as histórias daqui para coincidir com o lançamento. Com certeza todo o “Frison” que o filme vai causar vai alavancar algumas vendas esporádicas. Noooo problem!

Hulk Esmaga o Mundo!!!

A saga não me entusiasma muito, porque a Marvel sempre faz grandes eventos e depois parece que esquesse o que aconteceu, ou finge que nada aconteceu, sei lá. Nunca teve nenhum evento onde as alterações tenham sido reais. Para quem quiser dar uma olhada o site oficial da saga tá aqui. Tem bastante coisa legal lá.

Sobre o filme, tendo em vista o resultado de Homem de Ferro e os caminhos que a Marvel Studios está seguindo é bem provável que esse filme deixe o do Ang Lee no chinelo de bambu.hulk esmaga no cinema

Por quê? É bem provável que o fato de Edward Norton já diz muita coisa. O cara entende de esquizofrenia, já fez dois papéis onde era “doidão da bala chita”: “As duas faces de um crime” e “Clube da Luta” que é foda!!! O cara tem que segurar a onda como Bruce Banner, porque o Hulk é só computação gráfica, então ele não irá fazer o papel do Hulk, mas o do Baner (dã!). Mas assim como achei que Rober Downey Junior teve a manha de interpretar o Stark sem se apoiar na figura de seu alter ego, o sr. Norton terá de fazer o mesmo.

Inclusive, os atores desse filme me chamam muita mais a atenção do que de Ang Lee (que diga-se de passagem eu nem vi. Poxa o Hulk luta contra poodles mutantes!!Que droga…) Tim Roth é um ótimo ator também. Seus melhores exemplos são “A Lenda do Pianista do Mar” e “Cães de Alguel”.

A Liv Tyler é bonitinha e é bem provável que cumpra seu papel de par romântico. William Hurt é bom ator, apesar de ter feito aquela caca que foi “Perdidos no Espaço”. Mas tem filmes legalzinhos no currículo tipo “Inteligência Artificial” e “O Quarto Andar”. O fato de ganhar Oscar não me diz nada porque até a Hale Berry ganhou.

Minha outra razão de achar que o filme vai ser bom vem do diretor, Louis Leterrier. O cara não é um mega diretor, mas dirigiu três filmes de ação legais: “Carga Explosiva” 1 e 2 e “Cão de Briga”. Eu acho “Carga Explosiva” um dos filmes de ação mais legais que já vi e até tenho o DVD com Jason Statham na capa mandando bala. “Cão de Briga’ tem o Jet Li batendo na galera igual um doido(mesmo). Se for pensar na direção para cenas de ação, o cara é bom e isso me chama atenção para o filme.

Então é isso. O Verdão chegas as telas dia 13 e a revista dele onde ele bate em todo mundo da Marvel (novidade) chega esse mês nas bancas, só não sei quando, mas é só olhar o Hot Site dele.

 

TVxLivros

Posted in Outros com as tags , , , , , on Maio 27, 2008 by igormendes

A pouco tempo, algo como uma semana, eu estava pensando a respeito de gastar meu suado dinheirinho comprando uma TV, tendo em vista que desde que me mudei da casa dos meus tios não pude carregar meu Playstation 2 (tipo tijolo) já que não tinha uma Tele Visão.

Tvloide 

Pois é, depois de refletir sobre o assunto e ver uma promoção no Submarino onde eu encontrei os livros que estava querendo comprar bem mais baratos do que nas livrarias e ainda sem pagar o frete. Não resisiti e resolvi assumir meu lado intelectual de vez, comprando os três livros.

 Portanto a TV, essa caixa que só nos deixa mais burros, ficou para trás nos meus planos e agora vou receber livros que contam a história do Rei Arthur de forma erudita e com evidências mitológicas históricas, baseada em teses. Pois é….estou me tornando algo que nunca imaginei que seria: A Book Worm (Uma Traça, no bom e velho português).

Bookworm

 Agradeço a meus pais por terem me incentivado a leitura,  meus professores por  terem me estimulado uma visão de mundo que me levaria a ser uma pessoa culta, crítica e informada, mas principalmente aos caras da Credicard, por terem me dado um cartão de crédito para que eu dividisse a conta em 3x sem juros.

 

Cultura I

Posted in Outros com as tags , , on Maio 19, 2008 by igormendes

Conceito de Cultura

         ”Podemos procurar o significado de um conceito vendo como ele é usado, qual trabalho ele é chamado a fazer”

O conceito de cultura não é fácil de ser traçado. Existem diferentes entendimentos do que a palavra expressa e, portanto diferentes formas de abordagem. Nas Ciências Sociais cultura pode estar ligada a corrente antropológica, definida como toda a produção humana, material e imaterial, sendo transmitida e característica de diferentes povos. Portanto nesse sentido existe uma multiplicidade de culturas, cada uma correspondente a um conjunto de normas, padrões, hábitos e entendimentos de determinado segmento de pessoas que se identifica com eles e através deles, explicando seu comportamento.

            A cultura também pode estar associada à produção artística, remetendo ao conceito original grego de “cultivar”, onde a idéia da palavra era cultivar o espírito, assim como se cultiva a terra ( ARENDT,1972). Portanto a palavra “cultura” pouco se relaciona com padrões e características que definem povos, que para essa tradição sociológica se exprime na palavra “civilização”(ELIAS,1939)[2].

            Cultura hoje, mesmo quando deixamos o conceito no plano intuitivo e fugimos do campo das ciências sociais, pode ser entendida das duas formas sem causar confusões e desentendimentos. Podemos elogiar um indivíduo como sendo alguém de muita cultura (referindo-nos ao conhecimento), ou podemos nos referir a cultura que caracteriza grupos específicos (cultura indígena, cultura grega), ou ainda nos referindo as artes (um Centro Cultural).


[1] BECKER,Howard S. – Doing Things Together: Selected Papers. Evaston: Northwestern University Press, 1986.

[2] Elias discute a diferença entre os conceitos dos alemães em comparação com os ingleses e franceses, originalmente usando as palavras em alemão “kultur” e “zivilisation” para distinguir os conceitos. ELIAS,Norbert – “Da Sociogênese dos Conceitos de ‘Kultur’ e ‘Zivilisation’ no Emprego Alemão”, em “O Processo Civilizador”, vol. 1:” Uma História dos Costumes”,parte 1. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1991